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CTIS Tecnologia é alvo de escândalo no Governo de São Paulo PDF Imprimir E-mail
19 de Maio de 2009
O site Convergência Digital dá novas tonalidades à matéria publicada pela revista Isto É que denuncia o megacontrato entre a FDE e A CTIS para a compra de 100 mil computadores
fonte: Convergência Digital (18.05.2009)
Luiz Queiroz

A revista ISTOÉ desta semana traz um escândalo que atinge o coração do Governo de São Paulo. Coloca sob suspeita um megacontrato para a compra de 100 mil microcomputadores feita pela FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação - cujo valor total chega a R$ 400 milhões. Os PCs estão sendo usados num projeto de informatização de escolas públicas no Estado de São Paulo, considerado a "menina dos olhos" do governador José Serra.

Nesse turbilhão se destaca a presença da empresa brasiliense CTIS Tecnologia S/A - cabeça de um consórcio denominado "Educat", em parceria com a empresa Diebold Procomp. Ela foi a grande vencedora do pregão presencial, realizado no dia 19 de setembro de 2008, sob o nº 57/0642/08/05.

A CTIS é uma das principais envolvidas na "Operação Mainframe", desencadeada pela Pela Polícia Federal, a pedido da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça por suspeitas de formação de cartel e fraude em licitações públicas em órgãos federais, através do Sindicato das Empresas de Informática de Brasília (SINDESEI).

O pregão presencial da área de Educação do governo paulista continha 11 itens e previa o Registro de Preços para Locação de equipamentos de informática e prestação de serviços de manutenção, programas educacionais e até um call center, com prazo de execução de 1476 dias (quatro anos).

A revista levanta a hipótese de que a CTIS Tecnologia foi beneficiada, pelo fato de que tinha na época em seus quadros dois ex-integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso: Martus Tavares (ex-ministro do Plenajemento) e Luiz Fernando Wellisch, ex-diretor de Tecnologia do Banco do Brasil e ex-Secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo na primeira gestão do Prefeito Gilberto Kassab. Tavares já deixou a CTIS, mas Wellisch continua na empresa como Diretor Executivo de Vendas a Governo".

No sábado, após a revista já estar disponível em meio online e na capital paulista, a Secretaria de Educação do Governo de São Paulo divulgou uma Nota Oficial,na qual desmente e desqualifica o trabalho de reportagem da revista ISTOÉ, acusando a matéria de conter "incorreções, equívocos e acusações levianas". E apresentou uma série de informações que provariam que o mega negócio foi realizado dentro dos princípios da transparência pública e da idoneidade.

"A reportagem levanta acusações graves, muito além das três questões genéricas no questionário - enviado, é bom reiterar, após os protestos, que serão renovados pela Secretaria da Educação junto à direção a IstoÉ", informa a nota oficial da Secretaria de Educação do estado de São Paulo.

O portal Convergência Digital levantou, na Internet, uma série de dados que pudessem vir a esclarecer as dúvidas relativas à contratação. E no levantamento identificou pontos obscuros, com base nas informações já prestadas tanto pela assessoria da CTIS à revista ISTOÉ, quanto pela própria Secretaria de Educação.

Há, sim, indícios de favorecimento para a CTIS Tecnologia, mas essa questão somente será esclarecida por uma auditoria, já aberta pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, considerada na nota oficial da Secretaria de Educação como "corriqueira" pelo fato do contrato ser superior a R$ 1,5 milhão. A revista também levanta a hipótese da Secretaria de Direito Econômico e a Polícia Federal requererem informações sobre o contrato para anexar os dados nas investigações em andamento da "Operação Mainframe".

O portal Convergência Digital levanta uma série de fatores com relação ao processo de contratação da CTIS Tecnologia, através do consórcio "Educat", os quais precisam de um esclarecimento maior por parte da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, vinculada à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Ao longo do dia tentará dirimir tais dúvidas com a direção desta Fundação, que alega não ter sido "ouvida" pela revista ISTOÉ.


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