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Educação: ensino a distância sofre resistência PDF Imprimir E-mail
18 de Novembro de 2009
O ensino a distância pode valer a pena quanto ao tempo e agilidade do curso
fonte: CNTE (17.11.2009)

Em contrapartida, quase 20 mil alunos que optaram por esta modalidade tanto em instituições particulares como públicas, sofrem preconceito. Isto é o que afirma o levantamento da Associação Brasileira de Estudantes de Ensino a Distância (ABE-EAD), que recebe as denúncias desde 2007. São casos de discriminação por alunos de cursos presenciais, dúvidas dos empregadores sobre a validade dos cursos, mesmo os autorizados pelo MEC.

Ainda a maior dificuldade está em conseguir estágio, para obter o registro profissional e fazer inscrição em concurso.

Atualmente, somente no Brasil há mais de 2 milhões de alunos em mais de 1.500 cursos, segundo o Censo de Educação a Distância. No início do mês, a ABE-EAD entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal contra o Conselho Nacional do Ministério Público. Por meio da resolução nº 40, de maio deste ano, o conselho dizia que só os diplomas de cursos presenciais seriam aceitos para o Ministério Público. A conclusão deve sair nas próximas semanas.

Além do conselho, outros órgãos vêem problemas no ensino a distância. É o caso do Conselho Federal de Serviço Social, que não apoia a modalidade. A dificuldade para estágio é, segundo a presidente do conselho, Ivanete Boschetti, culpa da estrutura da educação a distância, que prioriza a "quantidade em vez da qualidade da formação". "O mercado não absorve esse número de estagiários."

No ano passado, o Conselho Federal de Biologia publicou resolução proibindo o registro para profissionais com diplomas de ensino a distância. Segundo o secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, qualquer medida contra o aluno formado por instituições credenciadas pelo governo é ilegal. "Entramos com as medidas legais e eles vão sofrer a penalidade da lei." Segundo a vice-presidente do conselho, Inga Mendes, o MEC propôs a criação de um grupo para discutir a questão, mas não houve retorno. A resolução ainda vigora. (RH.com)

Em São Paulo, a ABE-EAD iniciou uma discussão com o Conselho Municipal de Educação que, por meio de deliberações de 2004, vetou a participação de professores formados a distância em concursos públicos. Em junho, foi deferida liminar a favor dos alunos, classificando a posição da prefeitura como discriminatória. No caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil/dia. A Prefeitura de São Paulo recorreu.

Na rede estadual, circular da direção de ensino de Itapetininga repudia a atribuição de aulas a docentes formados a distância. O secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou que não tinha conhecimento do caso e que verificará a situação.
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valeria alves  - o preconceito   |16-04-2010
Sou bolsista integral do prouni em um curso de pedagogia a distancia e fico indignada por ver que
existem pessoas de mentalidade tão pequena como as autoras de leis e projetos discriminatorios como
esses. Conheço pessoas que se formam em cursos presenciais e que no final das contas não conseguem
por em pratica nem o minimo de conhecimento que deveriam ter adiquirido nas salas das faculdades,
pois se preocuparam com coisas secundarias ou não possuiam a vocação para aquela atividade,
pessoas que não conseguiram adiquirir nem o pensamento contestador que se adiquire diante de novos
conhecimentos. A formação que adiquirimos é aquela que buscamos com nossas proprias mãos, pois
as faculdades só nos ensinam como e onde buscar essa formação, enfim, só nos dão a faca e o
queijo e depois quem fica na nossa responsabilidade o cortar ou não esse queijo e de que forma
cortalo.
Leandro Menezes   |16-04-2010
Achei interessante a matéria. Acabo de fazer minha monografia da especialização sobre a EaD, e
percebi nas pesquisas que as pessoas ainda possuem muitos preconceitos com esta modalidade de
ensino. Entretanto, 100% dos entrevistados (tutores e estudantes)disseram que após iniciar o curso,
ou trabalhar nele, mudaram de visão, pois perceberam que estavam errados.
Pois bem, se ainda há
preconceito é devido a falta de informação e de experiencia na área.
lcardoso  - o post acvima   |16-07-2010
Acho um absurdo o preconceito ainda existente sobre o método EAD, mas quando vejo um comentário
repleto de erros de português, assinado por uma pessoa que se diz estudante de pedagogia, tenho
vontade de chorar!!!!

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