| Display está mais inteligente e ecológico |
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| 24 de Novembro de 2009 | ||||||||||
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Lousa digital de baixo custo, displays e iluminação ecologicamente corretos e um sistema de monitoramento dos movimentos do corpo que pode ser usado para controlar o tratamento contra o Mal de Parkinson fonte: Correio Popular / Agência Anhanguera (23.11.2009) Patrícia Azevedo A edição deste ano do LatinDisplay, fórum internacional sobre a ampla utilização de displays, apresentou várias novidades aos que passaram pelo evento em São Paulo. O evento reúne especialistas do mundo inteiro e apresenta tendências para o setor. Uma das novidades é um sistema de captura que permite reproduzir com precisão os movimentos do corpo humano. A tecnologia vem sendo empregada pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em projetos desenvolvidos em parceria com as universidades PUC-Campinas e a Unicamp. Um dos estudos em andamento no centro de pesquisa busca formas de otimizar a dosagem de medicação para o paciente com o Mal de Parkinson. Os displays verdes apresentados no evento prometem revolucionar o mercado de monitores de LCD. Além de mais econômicos, possibilitam uma melhor qualidade de imagem e têm um design mais atraente que as versões tradicionais. “Acreditamos que, até 2011, 55% dos monitores vendidos pela LG tenham essa tecnologia”, comenta Ada Noriega, gerente de produto de monitores da LG Electronics no Brasil. Na área de educação, as novidades da feira são uma lousa digital de baixo custo desenvolvida a pedido do Ministério da Educação (MEC) para ser usada em escolas públicas e uma versão remodelada da carteira digital. Lucrativo, o mercado de displays movimenta US$ 120 bilhões no mundo e cresce em média 20% ao ano. No Brasil, esse mercado também é grande. O País consome por ano 15 milhões de computadores, 40 milhões de celulares e 12 milhões de televisores. A maioria dos produtos, no entanto, é importada. A previsão de especialistas é de que, até 2012, o Brasil seja o terceiro maior consumidor de displays do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Lousa digital feita no CTI custa cinco vezes menos Projeto de Campinas, construído em fórmica, pretende equipar as escolas da rede pública Segundo o pesquisador Victor Mammana, o display é construído em fórmica e um aparelho projeta o conteúdo da aula na tela. A novidade é que, com uma caneta especial, o professor interage com a imagem diretamente na tela de fórmica, sem precisar voltar ao computador de onde é feita a projeção. “É um sistema simples e barato, criado pensando em atender as escolas públicas brasileiras”, explica o pesquisador Victor Mammana. Segundo ele, quatro empresas nacionais e uma internacional estudam o licenciamento para produzir as lousas de baixo custo. “O Brasil tem dois milhões de salas de aula e o governo já realizou licitações para comprar a lousa digital, até então importada. Com o desenvolvimento da lousa brasileira, será possível ampliar o número de salas de aula com o equipamento”, diz o pesquisador. Lâmpada de LED reduz consumo de eletricidade Expectativa é de que 20% dos produtos usem o recurso em 2010 e 55% no ano seguinte Mammana explica que as telas precisam de iluminação para transmitir as imagens. Nos modelos convencionais, a iluminação é feita com lâmpadas fluorescentes. No modelo ecologicamente correto, ela foi substituida por lâmpadas de LED, que consomem pouca energia e conferem uma qualidade de imagem melhor para os displays. “Além de ser mais econômico, é mais resistente a vibrações que as lâmpadas de CCFL (fluorescentes) usadas nos displays tradicionais”, diz Ada Noriega, gerente de produto de monitores da LG Electronics no Brasil. Segundo ela, enquanto um monitor de CCFL consome 80 watts, o de LED usa apenas 28 watts. Ada explica que a nova tecnologia melhora também o design. Ela diz que um novo modelo lançado este mês pela LG, ficou mais fino. “O led é menor que as lâmpadas fluorescentes e por isso os monitores ficaram mais finos e o design, mais atraente”. Tudo isso tem um preço. O novo monitor é 15% mais caro que os modelos tradicionais. A executiva acredita que, até 2010, 20% dos displays de LCD vendidos no mundo sejam com a tecnologia LED. “Em 2011 estimamos que 55% das vendas sejam de LED e acreditamos que até 2010 o preço das duas tecnologias esteja equiparado”, comenta. Estudantes criam X Lupa para os deficientes visuais Programa, gratuito e desenvolvido no Paraná, está sendo testado por alunos com baixa visão O programa, gratuito, está sendo testado por 18 alunos com baixa visão nos computadores de escolas dos municípios paranaenses de Medianeira e Cascavel. A equipe que desenvolveu a solução reúne um oftalmologista, professores da rede pública e pesquisadores. O X Lupa utiliza técnica de inteligência artificial para garantir aos usuários a leitura da tela do computador, salvando sempre a última configuração. O programa permite mudar as cores de fundo da tela para ser melhor visualizada. A ferramenta ajuda o professor a trabalhar na estimulação visual de crianças que não são cegas, mas precisam se adaptar a essa maneira de ler. Muitas das adequações do software foram sugestões dos próprios usuários. Os pesquisadores querem implantar o software na carteira escolar digital, desenvolvida pelo Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer. Além disso, iniciaram os testes para inclusão de som, com um leitor de tela que funciona como sintetizador de voz. O endereço para baixar gratuitamente o software, que precisa rodar em Linux, é: Programa captura gestos e ajuda a tratar Parkinson Aparelho utiliza oito câmeras dispostas em uma sala e um software Desenvolvida no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), a tecnologia vem sendo aplicada no desenvolvimento de projetos pilotos para a análise de movimento em pacientes do mal de Parkinson e outras doenças neurológicas. O aparelho é composto por oito câmeras dispostas em uma sala e um software que captura as imagens. Marcadores com fitas reflexivas são colocadas nas partes do corpo a serem estudadas e as imagens são gravadas. As câmeras capturam os pontos luminosos e enviam as imagens para o software, que opera os cálculos para que o médico avalie o paciente. “O software permite que o pesquisador ligue os pontos (reflexivos), faça gráficos e veja os movimentos em 3D”, comenta Sara. A pesquisadora do CTI conta que a avaliação clínica de uma pessoa com mal de Parkinson é normalmente feita de forma visual e qualitativa. Com o sistema de captura de movimento, é possível, por exemplo, avaliar a dificuldade da pessoa para andar de forma quantitativa. O sistema de alta precisão permite determinar a posição dos pontos anatômicos do paciente. Com isso, é possível verificar qualquer distúrbio neuromotor e calcular a frequência do movimento. Sara comenta que o sistema permite ainda acoplar outros equipamentos usados para avaliar o paciente, como eletromiográfico (aparelho que verifica o quanto a musculatura está sendo usada e se há danos), plataforma de força e sensores de pressão. “Isso otimiza o trabalho dos cientistas e permite a obtenção de dados mais fiéis”. Outros sistemas de captura de movimento vêm sendo amplamente utilizados no cinema. Em filmes como O aparelho também é utilizado para avaliar desempenho de atletas, gerar movimento humano em jogos de videogame e para a avaliação ergonômica da carteira digital.
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