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As ONGs Ação Educativa, Artigo XIX e a Apeoesp continuam a receber depoimentos de professores e jornalistas a respeito do cerceamento da liberdade de expressão dos profissionais de educação no Estado de São Paulo. Esta questão tem sido tema constante deste site. Foi publicado, neste site, em 21.01.2008, matéria com título " Grupos tentam derrubar lei que 'amordaça' professores" onde o prof. Dalmo Dallari alega a inconstitucionalidade do cerceamento
fonte: Ação Educativa (11.02.2008)
“Em geral, percebo que o educador se sente intimidado pelo sistema de ensino e prefere se ausentar do papel público de agente do processo educativo. Quando aceita se pronunciar, em praticamente 100% dos casos, o professor pede para que sua identidade permaneça em sigilo, temendo represálias de diretores, coordenadores e supervisores”, diz Gustavo Heidrich Oliveira, repórter da Revista Nova Escola (Editora Abril).
Leonardo Leomil, produtor de reportagem da TV Globo de São Paulo, relata três casos em que professores se intimidaram diante da imprensa. Em um deles, a professora, que já havia falado informalmente sobre o assunto, teve medo de que a conversa estivesse sendo registrada: “visitei a Escola Estadual Padre Manuel da Nóbrega, na zona norte, para apurar se nela os professores faltavam muito, como verificado em outras escolas da cidade. A intenção era fazer uma denúncia sobre o assunto no SPTV. Logo na porta encontrei uma professora e puxei assunto. Depois me identifiquei como jornalista e ela continuou falando. No meio do bate-papo ela me perguntou se eu tinha uma câmera escondida comigo. Questionada se gravaria entrevista, ela se recusou por ter medo de represálias”. No dia 26 de janeiro, as entidades entregaram um dossiê com denúncias ao relator especial da ONU para o direito à educação, Vernor Muñoz, que se disse surpreso com a existência da lei. Muñoz declarou que deve escrever uma carta em breve ao governo brasileiro pedindo esclarecimentos sobre a questão. Os depoimentos completos serão publicados no Boletim Desafios da Conjuntura, em fevereiro, em uma edição especial sobre o tema. Se você é jornalista ou profissional da educação e já enfrentou situações como essas, entre em contato com:
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